terça-feira, 6 de julho de 2010

Eu, Você e nossas entidades

Associação comunitária de Barra do Riacho, Esporte Clube Riachuelo, Associação Atlética Vila Nova (que virou barrense e voltou a ser vila nova), Associação dos moradores do Bairro São Pedro, Projeto Resgate Quadrangular, ONG amigos de Barra do Riacho (que ainda não mostrou a que veio), Colônia de Pescadores, Associação de Pescadores, Associação de Pescadores Extrativistas Marinhos (acredite, ela existe – oportuna não?), e a novíssima Associação dos Ministros Evangélicos de BR. Se não me esqueci de nenhuma, estas são as entidades que representam, ou pretendem representar os moradores ou pequenos grupos de BR. Poderia aí incluir as igrejas, mas não ouso cita-las, pois o espaço será pequeno. O que elas têm em comum, além de serem de BR? Todas pretendem melhorar a vida de seus associados, cooperados, membros, clientes, etc... enfim, o que melhor lhe convir.

A pergunta é: qual tem sido a mais eficaz?

Não, não quero promover nenhum tipo de competitividade ou de julgamento em relação a qualquer delas, nem tampouco criticar a quantidade. Sinceramente, acho bom que elas existam, apesar de achar que já perdemos muito por causa da falta de alinhamento delas em relação a comunidade como um todo.

Minha crítica está relacionada as pessoas. Não, não se precipite! Não vou criticar as pessoas que as dirigem, mas dou graças a Deus que elas existam!!!

Minha reflexão tem um alvo certeiro. Miro exatamente em mim mesmo e em você. E aí a pergunta se inverte grandiloquentemente: o que nós (eu e você) temos feito para que uma delas seja eficaz?

Pronto, cheguei ao cerne de minha crítica. O problema está no fato de que nosso envolvimento comunitário é muito pouco. A maioria de nós sempre está esperando que as coisas aconteçam sem mover um dedo sequer.

A essa altura você já deve ter se posicionado a respeito, mas, por favor, não pare de ler. Talvez eu consiga reforçar sua opinião ou demove-la.

A afirmação do penúltimo parágrafo é uma constatação. Acompanhe: 1) Você já procurou alguma das associações para se inteirar dos projetos em andamento? 2) Depois de ter votado no seu representante, você já cobrou os resultados esperados? 3) Você sabe qual o objetivo de cada uma delas? 4) Você realmente sabe quem são os diretores de pelo menos uma delas? 5) Você sabe quais os recursos que elas dispõem para desenvolver suas atividades? 6) Você já se perguntou em como pode cooperar com pelo menos uma delas?

Então, quantos sim você respondeu? Se respondeu a seis “sim”, parabéns, você é um exemplo de vida associativa. Se respondeu a cinco, muito bem, tenho certeza de que você se preocupa com o seu grupo e com a comunidade. Se respondeu a quatro, você ainda está bem, mas pode se envolver mais, concorda? Se respondeu a três, dois ou a uma pergunta com a resposta sim, demonstra que você não está envolvido com o seu grupo e sequer pode criticar.

Enfim, esse é o meu argumento para afirmar que não estamos melhores por que pouco nos envolvemos.

E você, já fez sua autocrítica ou vai ficar aí parado?

3 comentários:

  1. Concordo e acho oportuna a crítica, infelizmente ou felizmente a rotina do dia a dia não me permite participar de perto desses grupos, porém o pouco que conheço do funcionamento dessas entidades é suficiente para derrubar o ditado "quanto mais melhor", que nesses casos é "quanto mais pior".
    E para fechar uma pergunta, que acredito não ter resposta: Além do grupo de familiares e de amigos mais próximos, que mais elas ajudam?

    ResponderExcluir
  2. Wallace (responde)9 de julho de 2010 07:33

    Olá Júnior, obrigado pela postagem. Sua opinião é muito válida e a respeito. Um dos desafios que temos é justamente trabalhar para que elas se harmonizem quanto aos objetivos comunitários. Sei que não é tarefa fácil e talvez, concordando com você, pelo histórico, seja a tarefa mais difícil a ser vencida. Porém, sou otimista pois acredito que com as novas gerações vamos derrubar esse jogo de interesses.

    ResponderExcluir
  3. sou completamente a favor de viver o dia a dia das entidades que aqui estão, principalmente o Projeto Resgate Quadrangular, que sem recursos de nehum orgão publico o empresarial, trabalha em proll das criança, adolescente e jovens na comunidade, sei que as criticas são construtivas, mais sei que se o PRQ estivesse recebendo ajuda de custa de alguma forma, muitas pessoas ja havia se envolvido nos trabalhos aqui desenvolvidos por puro interesse. trabalhamos sim, com pesoas integras da comunidade e não temos o interesse de somente ajudar nossos parentes, até porque eles não precisam deste tipo de apoio. ou melhor regaçaram as mangas e ajudam fazer a difernça juntos, mais gostaria muito que os especuladores junta-se a nós e faça a diferença, hoje já somos cerca de 88 vidas que vieram da ociosidade e se encontram envolvidas com as realidade de uma vida cristã em sociedade. temos sim uma diretoria, e abraçamos o coral amigos e o teatro resgate a serviço do mestre, alem de apoiarmos com os reforços escolares as crianças deste projeto, que tem sido um diferencial nesta comunidade.

    ResponderExcluir