quarta-feira, 14 de julho de 2010

A história de Cristo


Conheci uma música que por me levar a uma reflexão mais profunda mudou meu modo de pensar e minha relação com a pessoa de Jesus Cristo. Não poucas vezes me emocionei ao ouvi-la entoada, à capela, pelo meu saudoso tio Dizinho (Edson Santos Cordeiro).
A letra diz:
Sempre que leio a história de Cristo, fico a pensar com grande emoção no privilégio que muitos tiveram, de ver o seu rosto, sentir sua mão. Oh, como eu teria a mesma alegria de vê-lo bem perto, bem juntinho a mim. E ao ver as gravuras, nos quadros pintados, daquele que dizem ser o meu Senhor. Meu ser não aceita o que está na tela, é falsa a inspiração do pintor. Não creio, não creio, num Cristo vencido, cheio de amargura, semblante de dor. Eu creio num Cristo, de rosto alegre, eu creio num Cristo que é vencedor. Um dia também, eu o verei face a face. Assim eu creio, pela minha fé. Oh, aleluia, verei o seu rosto, verei a Jesus, como ele é.
Para mim, além de poesia, uma declaração de fé. Foi transformadora em minha vida por me levar a pensar qual Jesus eu estava adorando. A questão foi também direcionada aos discípulos: “Quem vocês dizem que eu sou?” (Mc 8.29). E você, o que diz hoje: Quem é Jesus para você?

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Um pouco de saudosismo


A foto ao lado é de Barra do Riacho e foi tirada no ano de 1978, um ano antes da enchente. Os mais velhos vão relembrar, os mais novos talvez não reconheçam e os novos moradores vão se impressionar. Uma coisa é certa: é no mínimo interessante.

Nela podemos rever no canto superior esquerdo a creche escolar vovó Jandira, que aliás não mudou muito. Ao lado, o antigo posto de saúde, onde hoje está a sede da A.C.B.R. Um pouco mais atrás, o antigo templo da Igreja Batista e no grande espaço vazio, com algumas pessoas em pé e um barraco de madeira, o local onde está instalada a escola Caboclo Bernardo.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Eu, Você e nossas entidades

Associação comunitária de Barra do Riacho, Esporte Clube Riachuelo, Associação Atlética Vila Nova (que virou barrense e voltou a ser vila nova), Associação dos moradores do Bairro São Pedro, Projeto Resgate Quadrangular, ONG amigos de Barra do Riacho (que ainda não mostrou a que veio), Colônia de Pescadores, Associação de Pescadores, Associação de Pescadores Extrativistas Marinhos (acredite, ela existe – oportuna não?), e a novíssima Associação dos Ministros Evangélicos de BR. Se não me esqueci de nenhuma, estas são as entidades que representam, ou pretendem representar os moradores ou pequenos grupos de BR. Poderia aí incluir as igrejas, mas não ouso cita-las, pois o espaço será pequeno. O que elas têm em comum, além de serem de BR? Todas pretendem melhorar a vida de seus associados, cooperados, membros, clientes, etc... enfim, o que melhor lhe convir.

A pergunta é: qual tem sido a mais eficaz?

Não, não quero promover nenhum tipo de competitividade ou de julgamento em relação a qualquer delas, nem tampouco criticar a quantidade. Sinceramente, acho bom que elas existam, apesar de achar que já perdemos muito por causa da falta de alinhamento delas em relação a comunidade como um todo.

Minha crítica está relacionada as pessoas. Não, não se precipite! Não vou criticar as pessoas que as dirigem, mas dou graças a Deus que elas existam!!!

Minha reflexão tem um alvo certeiro. Miro exatamente em mim mesmo e em você. E aí a pergunta se inverte grandiloquentemente: o que nós (eu e você) temos feito para que uma delas seja eficaz?

Pronto, cheguei ao cerne de minha crítica. O problema está no fato de que nosso envolvimento comunitário é muito pouco. A maioria de nós sempre está esperando que as coisas aconteçam sem mover um dedo sequer.

A essa altura você já deve ter se posicionado a respeito, mas, por favor, não pare de ler. Talvez eu consiga reforçar sua opinião ou demove-la.

A afirmação do penúltimo parágrafo é uma constatação. Acompanhe: 1) Você já procurou alguma das associações para se inteirar dos projetos em andamento? 2) Depois de ter votado no seu representante, você já cobrou os resultados esperados? 3) Você sabe qual o objetivo de cada uma delas? 4) Você realmente sabe quem são os diretores de pelo menos uma delas? 5) Você sabe quais os recursos que elas dispõem para desenvolver suas atividades? 6) Você já se perguntou em como pode cooperar com pelo menos uma delas?

Então, quantos sim você respondeu? Se respondeu a seis “sim”, parabéns, você é um exemplo de vida associativa. Se respondeu a cinco, muito bem, tenho certeza de que você se preocupa com o seu grupo e com a comunidade. Se respondeu a quatro, você ainda está bem, mas pode se envolver mais, concorda? Se respondeu a três, dois ou a uma pergunta com a resposta sim, demonstra que você não está envolvido com o seu grupo e sequer pode criticar.

Enfim, esse é o meu argumento para afirmar que não estamos melhores por que pouco nos envolvemos.

E você, já fez sua autocrítica ou vai ficar aí parado?